Saúde
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é hoje uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, afetando entre 6% e 20% dessa população, segundo dados científicos recentes.
Além das alterações menstruais, a SOP está associada ao ganho de peso, resistência à insulina, ansiedade e maior risco cardiometabólico.
No Brasil, o excesso de peso já atinge mais de 57% das mulheres adultas, segundo dados do Vigitel (Ministério da Saúde). Quando associamos isso à SOP, o impacto na saúde metabólica e emocional pode ser ainda maior.
Mas a boa notícia é que o exercício físico regular e orientado pode ser um divisor de águas nesse cenário.
Um estudo publicado no BMJ Public Health (2025) identificou que a principal barreira para a prática de exercícios em mulheres com SOP não é preguiça ou falta de tempo, como muitos pensam, é justamente a falta de informação adequada sobre a condição e sobre o papel do exercício no tratamento.
Muitas mulheres relataram que, ao receberem o diagnóstico, não receberam explicações detalhadas sobre a síndrome e tampouco orientações estruturadas sobre atividade física.
Quando não se entende o motivo pelo qual algo é importante, a adesão naturalmente se torna mais difícil. Você já parou para pensar se realmente entende como o exercício age no seu corpo? Por isso, incentivamos sempre conversar com nossos profissionais da BORA!
Além disso, fatores como cansaço, estresse, responsabilidades familiares e pressão no trabalho foram citados como obstáculos. O componente psicológico também pesa: ansiedade, excesso de pensamentos e desmotivação são comuns em quem convive com a SOP.
A literatura científica mostra que uma redução de apenas 5% do peso corporal já pode melhorar significativamente os parâmetros metabólicos e hormonais da SOP. O exercício físico melhora a sensibilidade à insulina, auxilia na regulação hormonal e contribui para ciclos menstruais mais regulares.
Mas os benefícios não param por aí. O treinamento físico melhora a composição corporal, reduz inflamações crônicas de baixo grau e aumenta a capacidade cardiorrespiratória. Isso significa mais energia no dia a dia, menos fadiga e melhor qualidade de vida. Musculação + aeróbio, como sempre dizemos aqui, é a base para o sucesso.
Além do impacto físico, o exercício atua diretamente na saúde mental. Mulheres com SOP apresentam maior prevalência de sintomas de ansiedade e depressão. A prática regular de exercícios estimula a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar, como serotonina e endorfina. Já percebeu como seu humor muda após uma sessão bem feita de treino?
O estudo também revelou que o maior facilitador para a prática de exercícios foi o apoio social. Família e amigos tiveram papel fundamental na motivação. Outro ponto relevante foi o acesso à informação — seja por meio da internet, profissionais da saúde ou redes sociais.
Isso reforça algo essencial: exercício não deve ser uma orientação genérica como “vá caminhar”. Ele precisa ser individualizado, respeitando a rotina, nível de condicionamento, limitações e objetivos. Quando o treino é bem estruturado, as chances de adesão aumentam significativamente. Essa recomendação retrata bem a Metodologia BORA! 3.0.
Programas que combinam exercícios aeróbicos e treinamento de força apresentam excelentes resultados para mulheres com SOP. O fortalecimento muscular melhora a sensibilidade à insulina e ajuda no controle do peso, enquanto o exercício aeróbico contribui para a saúde cardiovascular.
Se você convive com a SOP, vale refletir: será que o que falta não é orientação adequada?
A ciência é clara: o exercício físico é a primeira linha de tratamento para a SOP. No entanto, a falta de informação ainda é o maior obstáculo para que muitas mulheres iniciem e mantenham a prática.
Com orientação profissional, apoio familiar e um plano de treino ajustado à realidade individual, é possível melhorar a saúde metabólica, regular ciclos menstruais, aumentar a autoestima e elevar a qualidade de vida. O exercício não é apenas estética, é estratégia terapêutica.
A mudança começa com conhecimento e ação consciente.
Autor: Prof. Esp. Fábio Cantizano – CREF: 16603-G/RJ
UMAMAHESWAR, M.; BHATBOLAN, S. S. Barriers and facilitators to exercise participation in women with polycystic ovary syndrome: a qualitative study. BMJ Public Health, 2025;3:e000707.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigitel Brasil 2023: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico.
Conhecemos o poder transformador do exercício físico. Ajudamos as pessoas a alcançar bem estar físico e mental, por meio da prática regular de exercício físico, com metodologia que traz resultados pra vida.
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